quarta-feira, 29 de abril de 2009

Saudade

Não te vejo, mas te sinto
Não te escuto, mas te pressinto
Você é tudo que respiro.
Doce vermelho, doce olhar, doce luar.
Um abraço, uma palavra, um sorriso só disso que preciso, nada mais.
Nada mais.
Uma sensação, uma pulsação,emoção!
Você, fogo, ar, água, terra, você toda em qualquer lugar, qualquer luar, doce sonhar, você
Todos os dias a vejo, aqui, bem aqui dentro, no meu peito, em minha alma em meu resplandecer.
Ser com você pleno, sublime, fundamental, essencial com você.
Invasora imperial de meu adormecer, meu amanhecer, meu viver.
Cada segundo, cada minuto.Saudade de você

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A RAIVA

Um momento passageiro, passa , passa, nada acontece, nada acontece...
O que me move?
Nada, talvez neste exato momento só a raiva, muita raiva mesmo!
Palavras, palavras e nada mais, falo mas compreendem errado, interpretam errado .
Não falo mais. Esqueço as palavras, não me comunico.
Vou acabar sumindo, sei, bem sei, anos passam, mas a impressão que fica é a mesma, solidão.
Muitas informações que deformam, muitos julgamentos que dissoam, tantas coisas que amaldiçoam, tantas coisas que entristecem e eu choro, de revolta , de agonia, de pânico.
Sozinho de novo, caminharei assim? Não sei.
Caminharei assim...
RAIVA.
RAIVA!
Paciência foi embora, já não existe, inexiste, só fica o cansaço e seu estrago.
Não sou vítima nem acusador. Sou o nada, sou o nada!
Nada sou.
Que restou? O pó? Não nem isso, o pó é alguma coisa. Eu não existo.
Criança que enganava a felicidade, adolescente que enganava a puberdade, adulto que engana a vida ou engana a morte? Não sei , mas engana.
Explosão por perto de acontecer...
Nervosismo sísmico, terremoto por dentro , já não é mais sangue nas veias, é uma larva quente corrente que migra de um lado a outro.
Vejo , sinto e minto, para mim mesmo, é o melhor jeito de fugir, começa dentro lá dentro.
Coração não existe é só um objeto que bate, bate, bate ... Mas vai quebrar, vai quebrar.
Descansarei, fugirei, enfrentarei meus algozes.ENFRENTAREI!
Com meus olhos, direi tudo, com meu silêncio darei ordens, com meus passos , sustos, com meu sorriso, silenciarei.
Com uma palavra ressuscitarei a quem for de direito a vida ou a morte, que também liberta.
Não saberei onde estou, saberei o que me move, meu combustível.
Agora  a RAIVA!
Dela forças desconhecidas, sensações nunca sentidas, escondidas, imensuráveis, descabidas.
Ficarei só, parece ser assim, destino, destino.
Não me falem em calma, em tranquilidade, em esperança. CHEGA!!!!!!!!!!!
Esqueço tudo, o que sei e o que penso saber, esqueço tudo, tudo.
Não me falem em fé, não me falem em nada.
Não me falem , não quero escutar.
Apenas me deixem, não pedi nada , não me forcem, me deixem.
Por favor, me deixem.
Agora prefiro as lágrimas de meu peito rasgado e amordaçado, pisado e maltratado, não há problema nisso.
Minha cabeça explode, chamas internas, dores intensas, o silêncio atordoante que me aflige, que me atinge, um tiro, um flechar, um bater, um ranger, tudo ao mesmo tempo, minha cabeça, enlouquecedor...
Enlouquecedor...
A concentração foge, a reflexão aonde está?
Nada há que resista a tamanho embate, o horizonte nem é tão bonito, talvez nunca tenha sido.
A RAIVA esconde tal horizonte, a cegueira ocorre agora, o que faço? Recolho os restos que me restam, que cabe só a mim fazê-lo, não há quem o faça.
Restos da mesa, que do chão recolho, reponho e os transformo em algo com valor, valor esse que não é notado nem sentido, não é visto é exigido!
Ah...
RAIVA...
RAIVa...
RAIva...
RAiva...
Raiva...
Cresce e desaparece, fica apenas escondida, escondida, escondida.
Escondida.
Expectativa que não volte, não retorne, não retorne, apenas gere forças para enfrentar a batalha, a batalha que transcende tudo e a todos.
Choro agora, choro agora, não sei mais...
Não sei mais.
Faço o que querem?
Voltarei ao meu lugar? Que lugar? Não é aqui. Não é lá. Nem lá. Não há lugar.
Nunca houve lugar.
Nunca houve, sou apenas um passageiro, um peregrino, um beduíno, um cigano, um transeunte...
Sem lugar, sem moradia, sem ponto fixo, só um ponto que vem e vai, inconsistente, descontente, que parti agora, novamente àquilo que não é e nunca será permitido possuir.
Ah...
Melhor partir, que ficar.
Partir.   

  

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Esquecimento

Algumas vezes queria esquecer tudo...
Algumas vezes queria esquecer...
Algumas vezes...
Algumas...
Coisas que aparecem...
Coisas que entristecem...
Coisas que vemos...
Coisas que escutamos...
Coisas que sentimos...
Medo...
Pensamento...
Silêncio...
Tristeza de pensamento...
Em corpo, um incêndio...
Lamentações...
Mágoas...
Bobagens...
Renascimento...
Ressurgimento...
Morte...
Vida...
Pensamentos...
Tormentos...
Lágrimas...
Triste...
Dor...
Cobranças internas...
Suspiro, respiro...
Existo...
Agora cá estou...
Agora estou...
Triste...
Infeliz...
Pelo menos estou...
Vivo...
Sinto...
Vou partir...
Partir...
Pra onde...
Pra quê...
Lúcido...
Será que estou...
Não...
Não estou...
Esse foi o momento esperado...
Esse foi o instante desejado...
Instante de lucidez...
Lucidez...
Lucidez...

Resposta a um pensamento

O que procuramos...
O que sentimos...
O que buscamos...
O que vivemos...
O que queremos...
O que perdemos...
O que ganhamos...
O que...
O que sabemos...
O que...
O que pensamos...
O que beijamos...
O que olhamos...
O que expressamos...
Felicidade...
O que é felicidade...
Felicidade é a busca...
O que é felicidade...
Felicidade é relativa a satisfação emocional ou racional coquistada.
Estou longe de você, felicidade...
Estou muito longe de você, felicidade...
Estou lúcido, sei o que falo...
Estou lúcido, sei o que escrevo...
Estou lúcido...
Estou...
Instantes de lucidez...